Em agosto, manifestações de profissionais do Samu Regional sobre as condições de trabalho das equipes foram encaminhadas à Câmara de Vereadores de Lajeado, ao Consisa, ao Ministério Público do Trabalho e a conselhos profissionais. Diante dos questionamentos, o Consórcio verificou as informações junto à empresa responsável pelas equipes e reforçou o acompanhamento do contrato.
Firmado em 2022, ainda na administração anterior, por meio de processo licitatório, o contrato estabelece que a empresa é responsável pela composição e gestão dos profissionais. Ao Consisa cabe acompanhar a execução dos serviços e o cumprimento das obrigações previstas.
Segundo a empresa, as exigências contratuais estão sendo cumpridas. O Consisa, por sua vez, avalia medidas para tornar o acompanhamento do Samu mais próximo, entre elas, a designação de um profissional para atuar especificamente junto ao serviço e uma maior integração com os municípios que sediam as bases.
“Eu acredito que essa é a nossa função e obrigação: esclarecer os fatos”, afirma o presidente do Consisa, Tiago Michelon.
Caso sejam identificadas divergências entre o que está previsto no contrato e a execução dos serviços, poderão ser adotadas as medidas administrativas cabíveis. O contrato em vigor prevê um valor global de até R$ 5,7 milhões, conforme a execução dos serviços.
Expansão em andamento
Paralelamente aos questionamentos sobre a gestão das equipes, o Samu Regional mantém o processo de expansão do atendimento. Em julho, entrou em operação, em Encantado, uma Unidade de Suporte Avançado (USA), equipada como UTI Móvel, que passou a dividir com Lajeado a cobertura dos atendimentos de maior complexidade.
Atualmente, o serviço conta com bases de Suporte Básico em Lajeado, Estrela, Encantado, Teutônia e Arvorezinha, além das unidades de Suporte Avançado de Lajeado e Encantado.
O planejamento prevê ainda novas bases de Suporte Básico em Marques de Souza, Boqueirão do Leão, Arroio do Meio e Dois Lajeados.
Administrado pelo Consisa desde 2011, o Samu Regional já realizou mais de 100 mil atendimentos.
“Quanto mais bases do Samu tivermos, mais pessoas serão acolhidas e mais pessoas estarão cobertas pelo serviço”, destaca Michelon.
Trabalho integrado
A estrutura do Samu no Vale do Taquari é administrada em um modelo tripartite, coordenado pelo Consisa. O custeio é formado por recursos da União (36,62%), do Estado (28,78%) e dos municípios (34,59%). A contratação de profissionais, a aquisição de materiais, a gestão dos serviços e a definição dos locais de instalação das bases são de responsabilidade do Consisa, em articulação direta com os prefeitos que participam dos investimentos.
Legenda:Samu Regional mantém o processo de expansão do atendimento